A Petrobras participa, de hoje a 5 de maio, em Houston, nos Estados Unidos, da Offshore Technology Conference (OTC), o maior evento do mundo dedicado à área de exploração e produção de petróleo no mar. Na edição deste ano, a Companhia destaca a produção em escala comercial nos campos do pré-sal, iniciada no final do ano passado.

Nos trabalhos técnicos que serão apresentados durante os quatro dias da OTC, executivos da Petrobras vão falar sobre a grande experiência da Companhia em projetos em águas ultraprofundas, com artigos sobre os desafios de perfuração no Mar Negro, o projeto de riser híbrido autossustentado (FSHR) da plataforma P-52, no campo de Roncador (Bacia de Campos), e a construção de trechos com inclinação em poços direcionais em camadas de sal.
Os trabalhos abordam, ainda, a gestão da integridade das unidades de exploração e produção, os impactos da tecnologia sísmica na produção dos campos brasileiros e o gerenciamento da produção excessiva de água em campos maduros.

No dia 3 de maio, às 14h, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo concederá entrevista coletiva, acompanhado pelo gerente executivo do Centro de Pesquisas da Petrobras, Carlos Tadeu Fraga, o gerente executivo do pré-sal, José Formigli, a gerente executiva de Engenharia de Produção, Solange Guedes, e o presidente da Petrobras America, Orlando Azevedo.

Produção no pré-sal

No dia 4 de maio, às 12h15 (14h15 pelo horário de Brasília), o gerente executivo do pré-sal, José Formigli, apresenta aos participantes da Conferência os avanços mais recentes no desenvolvimento da produção no pré-sal.

Atualmente, são produzidos cerca 100 mil barris por dia (bpd) no pré-sal das bacias de Santos e de Campos, ambas no litoral sudeste do Brasil. A expectativa é que, até 2017, a produção seja superior a 1 milhão de barris diários.

O projeto piloto de Lula (Tupi), iniciado no final de 2010, produz hoje 28 mil bpd e deve alcançar uma produção de até 100 mil barris e 5 milhões de m3 de gás por dia. Esta é a capacidade total do FPSO Cidade de Angra dos Reis, a primeira plataforma de produção programada para operar em escala comercial na área. No pico de produção, o FPSO estará conectado a seis poços produtores de petróleo, um injetor de gás, um injetor de água e, por fim, um capaz de injetar água e gás alternadamente.

Também no final do ano passado, a Petrobras deu início ao teste de longa duração (TLD) de Guará, na Bacia de Santos, mesma região do campo de Lula. O teste colhe informações técnicas fundamentais para o futuro desenvolvimento das descobertas.

O TLD de Lula nordeste, no antigo bloco exploratório BM-S-11, foi iniciado no final de abril deste ano a cerca de 300 quilômetros da costa do Rio de Janeiro. O teste está sendo realizado no FPSO BW Cidade de São Vicente, ancorado na profundidade de 2.120 metros. A produção deverá ficar em torno de 14 mil barris de petróleo por dia.

Até 2017, a Petrobras pretende instalar treze unidades de produção no pré-sal da Bacia de Santos, incluindo a do piloto de Lula, já instalada. Os cascos de oito destas plataformas estão em construção, no polo naval de Rio Grande, no estado do Rio Grande do Sul, região sul do Brasil. Cada uma terá capacidade para produzir até 150 mil barris de petróleo e 6 milhões de m3 de gás por dia.

As estimativas de volume recuperável no pré-sal estão calculadas entre 13,9 e 16,3 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), já considerando o volume de 8,3 bilhões de barris, presente nos campos de Lula e Cernambi. Esse total não considera os 5 bilhões de boe que a Petrobras adquiriu do governo brasileiro pelo instrumento legal denominado "cessão onerosa".

Exploração e Produção nos Estados Unidos

A Petrobras estima investir mais de US$4 bilhões nas atividades de Exploração & Produção e Refino, nos Estados Unidos, no período 2010-2014. A companhia tem 187 blocos exploratórios na parte norte-americana do Golfo do México, atuando como operadora em 125 deles.

A Petrobras é operadora do projeto Cascade e Chinook, em águas ultraprofundas, no Golfo do México. Nesse projeto, a companhia aplica toda a sua experiência em operações em águas ultraprofundas, desenvolvida e implantada com sucesso no Brasil há mais de 30 anos.
Além de instalar o primeiro navio-plataforma do tipo FPSO (unidade flutuante de produção, estocagem e escoamento) no Golfo, a Petrobras introduz inovações como o transporte de petróleo por navios aliviadores, o uso de bombas submersas e de risers híbridos autossustentáveis.

Petrobras na OTC

Reconhecida internacionalmente como uma das líderes em exploração e produção offshore, a Petrobras já recebeu três premiações na OTC. Em 2007, o engenheiro Marcos Assayag, do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), recebeu o Distinguished Achievement Award for Individuals (Prêmio de Distinção ao Indivíduo) por sua contribuição ao desenvolvimento de tecnologias para produção de petróleo em águas profundas e ultraprofundas.

Em 2001, as tecnologias utilizadas no Campo de Roncador deram à Petrobras o Distinguished Achievement Award for Organizations (Prêmio de Distinção a Empresas). Em 1992, a Companhia já havia recebido a mesma premiação pelas tecnologias aplicadas no Campo de Marlim, na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro.

A Petrobras é uma empresa integrada de energia, com mais de um milhão de acionistas, que atua nos segmentos de petróleo, gás natural e biocombustível. De origem brasileira e presente em 29 países, atualmente ocupa o 3º lugar entre empresas de energia do ranking da PFC Energy. Além de ser reconhecida como líder mundial na exploração e produção em águas profundas, a Petrobras se destaca por sua atuação social e ambiental. Pelo quinto ano consecutivo, participa do Índice Dow Jones de Sustentabilidade e está entre as cinco mais transparentes do Ibovespa. A Companhia também investe em fontes de energias renováveis, especialmente em biocombustíveis. Até 2014, a empresa investirá US$3,5 bilhões no setor, com aumento substancial em suas participações nas atividades de etanol e biodiesel.

Conteúdo para a imprensa

O site da Agência Petrobras disponibiliza cobertura especial da participação da Petrobras na Offshore Technology Conference 2011. Os jornalistas já podem acessar entrevistas com executivos da Petrobras sobre os principais temas da conferência e os resumos dos trabalhos técnicos que serão apresentados por representantes da Companhia. Também será publicada no site a cobertura com textos e fotos das apresentações, além de ilustrações e imagens relacionadas ao temas em destaque.

Autor(es): Agência Petrobras

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