Dados da última pesquisa da Associação Brasileira de Manutenção (Abraman) revelam que o Brasil investe cerca de 128 bilhões de reais em manutenção de produtos, equipamentos, pessoal e material, o que representa 4,14% de seu faturamento bruto (PIB). Os equipamentos e instalações têm, em média, 17 anos de utilização. Apesar de o objetivo da manutenção ser garantir o funcionamento dos sistemas conforme projetados, pelo maior tempo possível, por meio de estratégias de prolongamento da vida útil dos equipamentos e balanceamento de custos do processo, quando um equipamento envelhece, tende a falhar com mais freqüência, necessitando mais tempo de reparo, o que torna os custos proibitivos.

De acordo com Gabriel Alves da Costa, Engenheiro, e Gerente da Aremas, uma parte dos altos custos em manutenção ainda existentes no Brasil se deve à falta de uma política de gestão econômica de ativos eficiente empregando-se de forma eficiente, por exemplo, , as flexibilidades de troca, reformas e reposições. Como a capacidade de geração de capital de uma empresa está relacionada diretamente à gestão de seus ativos, os gestores devem ter em mente conceitos como política de manutenção preventiva, inspeções, estoques e reposição de capital, alerta Alves.

De acordo com Gabriel Alves da Costa, este momento aquecido da economia brasileira, com desenvolvimento de novos empreendimentos e investimentos, requer uma política de reposição de capital, também conhecida como Life Cycle Cost e Gestão econômica de ativos: - É neste momento que se deve empregar modelos para a gestão econômica de ativos, ou seja, regras decisórias para os gerentes no sentido de otimizar as sequências de reposição, expansão e contração do estoque de ativos, para gerar valor para os acionistas, explica. Segundo Alves, o emprego de um modelo de gestão econômica de ativos é a forma mais simples de redução de custos de manutenção e esta abordagem é um componente fundamental para auxiliar as empresas no planejamento de investimentos de curto, médio e longo prazo em setores com uso intensivo de capital como siderurgia, mineração, petroquímica e energia.

“Uma vez que em muitos casos, o custo de manutenção até o momento da troca equivale a várias vezes o preço de aquisição, o emprego desta ferramenta pode ser o diferencial na hora da tomada de decisões estratégicas”, acrescenta. A estimativa correta do custo do ciclo de vida de um produto permite às empresas elaborar previsões e análises de custo de sua produção, novos produtos e design com mais precisão. Como o custo de produção das empresas depende do custo dos ativos, a abordagem pode contribuir positivamente nas áreas de contabilidade, manutenção e finanças.

Autor(es): Assessoria de Imprensa

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