Indústria cresce em agosto pelo segundo mês consecutivoA indústria cresceu em agosto pelo segundo mês seguido. O faturamento aumentou 0,3%, as horas trabalhadas e a utilização da capacidade instalada (UCI) se elevaram em 0,2% em agosto na comparação com julho, pelos dados sem influência sazonal. As informações são da pesquisa Indicadores Industriais, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira, 06 de outubro de 2011. 
 
O gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, assinalou que o quadro de agosto na atividade industrial não é de forte expansão. Observou, porém, que a continuidade de taxas de crescimento das variáveis pesquisadas contrasta com a estagnação observada na primeira metade do ano.
 
Diz o levantamento que após dois meses de queda, em agosto o setor industrial operou, em média, com 82,2% de UCI, conforme dados dessazonalizados. Em julho, esse percentual fora de 82%. A pesquisa informa que, em relação às horas trabalhadas, a expansão de 0,2% em agosto na comparação com o mês anterior ocorreu mesmo após uma elevação de 1,4% em julho frente a junho, pelos dados com ajustes sazonais.
 
O faturamento cresceu pelo terceiro mês consecutivo em agosto comparativamente a julho. O aumento na atividade industrial observado nos últimos meses não foi acompanhado, contudo, atesta o levantamento da CNI, de elevação nos indicadores de emprego, estáveis há três meses.
 
“O arrefecimento da atividade industrial no primeiro semestre se reflete em estabilidade no emprego agora. Este indicador sempre reage com defasagem às tendências da produção”, explicou Castelo Branco.

Recuos

Indústria cresce em agosto


Segundo a pesquisa, a estabilidade de vagas no mercado de trabalho vem impedindo avanços na massa salarial. Tanto os salários quanto o rendimento médio real dos trabalhadores da indústria recuaram em agosto na comparação com julho, de acordo com dados sem ajustes sazonais. Os salários se reduziram 3,3%, enquanto orendimento caiu 3,7% no período.
 
Apenas três setores da indústria – têxteis, edição e impressão e refino e álcool –, dos 19 analisados pelos Indicadores Industriais, registraram queda do faturamento real em agosto sobre agosto de 2010. Em relação às horas trabalhadas, 12 setores tiveram aumento em agosto frente ao mesmo mês do ano anterior. Já sobre a UCI, nove setores recuaram na mesma comparação. 

A pesquisa mostra ainda que o mercado de trabalho sente os efeitos da fraca atividade da indústria no primeiro semestre do ano. Enquanto em julho quatro setores diminuíram o emprego frente a julho de 2010, em agosto último tal número subiu para oito. 

O levantamento destaca o setor de material eletrônico, que, após uma queda de 1,8% no faturamento entre abril de 2010 e 2011, cresceu 57,9% em agosto sobre o mesmo mês do ano anterior. Por outro lado, no mesmo período, as horas trabalhadas no segmento cresceram 4,9% e a UCI ficou praticamente estável em agosto ante o mesmo mês do ano anterior. “Esse é um sinal de que o setor pode estar usando maior teor de insumos importados na sua cadeia de produção”, assinala a pesquisa da CNI. 

Autor(es): Diretoria de Comunicação Sistema Indústria

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