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Empresas investem em educação para garantir mão-de-obra

Organizações como CSN, Gerdau, White Martins, Votorantim, Vale, CSA e Usiminas apresentaram várias iniciativas para capacitar trabalhadores em suas regiões

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Empresas investem em educação para garantir mão-de-obraA educação para a carreira industrial é um dos principais focos dos projetos de responsabilidade social de grande parte das empresas de mineração e metalurgia. No 7º Workshop de Responsabilidade Social promovido pela Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM), dia 27, no Rio de Janeiro, organizações como CSN, Gerdau, White Martins, Votorantim, Vale, CSA e Usiminas apresentaram várias iniciativas que beneficiam diretamente as populações do entorno de suas instalações.
 
“Investir em educação, além de ajudar na inclusão de muitos jovens no mercado de trabalho e no desenvolvimento regional, é uma forma de garantirmos mão-de-obra qualificada para nossas operações, assegurando a sobrevivência da empresa, tanto no presente como no futuro”, disse Andréia Rabetim, gerente geral de Relações Intersetoriais da Vale.
 
Dados apresentados por Luiz Claudio Allan, presidente do Instituto Crescer para a Cidadania, mostram que 69% de 1.616 empresas consultadas afirmaram ter dificuldades para preencher as vagas de trabalhador qualificado. “O Brasil ocupa a 88ª posição no quesito Educação entre 128 países analisados por pesquisa internacional, ficando atrás do Paraguai, Equador e Bolívia”.
 
Segundo afirmou, o Censo Escolar também mostra que menos de 50% dos jovens ingressam no Ensino Médio. Destes, menos da metade concluem o Ensino Médio e somente 12% ingressam na faculdade.
 
“Com a missão de colaborar para mudar essa realidade, o Instituto mantém vários projetos na área de Educação, como os programas Jovem Aprendiz de Qualificação Profissional e Inclusão Digital, em parceria com a Vale, e o Programas de Educação, Comunicação e Arte com o Instituto Votorantim”, exemplificou.
 
Presente aos debates, o gerente de Projetos Sociais do Instituto Votorantim, Rafael Luis Pompeia Gioielli, falou que a instituição trabalha basicamente com a inserção de jovens no mercado de trabalho. “O programa ‘O Futuro em nossas mãos’, por exemplo, já formou mais de 8 mil jovens e já empregou mais de 3 mil, não apenas nas organizações do grupo Votorantim, como também em outras empresas da cadeia produtiva”.
 
Mas, apesar de todo o empenho das empresas na melhoria da educação no Brasil, ainda há muito por fazer, reconheceram todos. Segundo Alexandre dos Reis, diretor de Relações com o Mercado da Firjan, esta questão deveria gerar um debate constante, tendo em vista influir nas políticas governamentais. “Que tipo de articulação junto ao Poder Público tem sido feita pela iniciativa privada para mudar esse quadro?”, perguntou ele.
 
Para ilustrar o grande abismo que existe entre a demanda e a oferta de mão-de-obra qualificada no País, Reis lembrou que a Petrobras tem detectado a carência de profissionais especializados para atender suas encomendas em todos os estaleiros brasileiros, inclusive nas funções técnicas básicas, como soldador.
 
Mediador dos debates na mesa-redonda que tratou especificamente do tema Educação e Qualificação Profissional, o diretor-executivo da ABM, Horacídio Leal Barbosa Filho, elogiou as apresentações, “todas ilustradas com dados de pesquisas, que ajudam a entender o cenário e direcionar as ações das empresas”.
 
Leal ressaltou que, além da escassez de profissional capacitado, o setor sofre com a concorrência de outros segmentos. “Os poucos técnicos e engenheiros que se formam são atraídos para a área financeira ou de serviços. É preciso uma atuação efetiva, criar incentivo, porque um país não cresce sem indústria”.

Talentos para a siderurgia
 
O diretor-executivo da ABM lembrou que a Entidade desenvolve o projeto Talentos para a Siderurgia, com o objetivo de traçar um mapa estratégico da oferta e da demanda de RH para a indústria do aço (identificando ocupações críticas) e propor ações capazes de consolidar um sistema nacional de capacitação de pessoas.
 
“A primeira fase, com o diagnóstico da real situação - em parceria com entidades setoriais, usinas siderúrgicas e órgãos do governo – já foi concluída e, para nossa surpresa, há maior carência de técnicos do que de engenheiros e, nesse caso, as especialidades mais demandadas são Mecânica, Elétrica e Metalúrgica”, afirmou Leal.
 
Para ajustar, gradativamente, tanto a oferta quanto a qualidade dos recursos humanos em formação, de acordo com as necessidades do setor, foram propostas três ações, que se encontram em processo de validação junto às empresas parceiras:
 
1- Programa de pré-qualificação e certificação profissional – resposta ao analfabetismo funcional e consiste em um levantamento das principais carências existentes e a implementação de ações para melhorar o nível de conhecimento do pessoal em operação. Essa tarefa será feita por meio de parcerias com instituições e órgãos com competências reconhecidas nessas áreas
 
2 - Programa ímã-atratividade para a siderurgia – propõe um esforço pela visibilidade e melhoria da imagem do setor siderúrgico junto a públicos-alvo específicos. Assim, a siderurgia se tornar uma opção mais competitiva de empregabilidade aos olhos dos profissionais, disputando talentos a inteligência em situação de igualdade com outros setores, como financeiro, petróleo e gás etc.
 
3 - Universidade setorial da siderurgia – rede de capacitação. Trata-se de uma grande rede capaz não só de articular ações hoje isoladas, mas, sobretudo, otimizar investimentos em treinamento.
 
Acesse as apresentações do 7º Workshop de Responsabilidade Social

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