Média diária de exportações em dezembro cai em relação a 2010A média diária das exportações brasileiras na primeira semana de dezembro registrou queda de 1,9% em relação a dezembro de 2010, em razão da retração de 10,3% das exportações de produtos básicos, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Foram reduzidos os embarques, principalmente, de minério de ferro e milho em grão. A média diária das vendas externas em apenas dois dias úteis de 2011 foi de US$ 892,5 milhões.

Por outro lado, cresceram em 12,8% as exportações de semimanufaturados por conta de catodos de cobre, óleo de soja em bruto, couros e peles, celulose, semimanufaturados de ferro e aço e açúcar em bruto. As vendas de manufaturados subiram 6,1%, puxadas por etanol, motores e geradores, açúcar refinado e automóveis de passageiros.

Nas importações, a média diária da primeira semana de dezembro, de US$ 733 milhões, ficou 8,3% acima da média de dezembro de 2010 (US$ 677,1 milhões). Aumentaram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (80,7%), cereais e produtos de moagem (77,8%), químicos orgânicos e inorgânicos (45,8%), siderúrgicos (30,7%), aparelhos eletroeletrônicos (30,6%), instrumentos de ótica e precisão (16,8%) e equipamentos mecânicos (13,3%).

Na primeira semana de dezembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 319 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 1,785 bilhão e importações de US$ 1,466 bilhão. No ano, as exportações somam US$ 235,697 bilhões, as importações, U$S 209,404 bilhões, com saldo positivo de US$ 26,293 bilhões.

"Estável"

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, destacou que a economia ficou estável no terceiro trimestre deste ano. "Portanto, não cresceu. Foi zero nesse trimestre, mostrando que a economia se desacelerou mais exatamente nesse período", disse há pouco durante entrevista coletiva para comentar os dados do Produto Interno Bruto (PIB), divulgados mais cedo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mantega destacou que contribuiu positivamente para esse resultado do PIB o resultado do setor agropecuário. "O agronegócio foi o que mais cresceu. (O dado) anualizado significa mais de 10% (de crescimento)", comentou. Por outro lado, ele disse que o setor industrial foi o que apresentou o pior resultado no período. "Isso mostra que a indústria é o setor mais afetado pela crise internacional e a desaceleração econômica", considerou.

Para Mantega, o crescimento menor da economia brasileira proporcionou a alta menor das importações e este foi um dos motivos que levaram à diferença entre as compras e vendas externas. O outro ponto citado pelo ministro foi o "câmbio melhor", que ajudou a aumentar as exportações brasileiras.

Autor(es): Agência Estado

facebook      twitter      google+

Economia
 Veja todas as noticias e artigos relacionados a Economia