ANP questiona atuação da Chevron no vazamento em FradeA Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) questiona a eficácia da empresa petrolífera Chevron no fechamento do poço exploratório por onde houve vazamento de petróleo no campo de Frade, na bacia de Campos.

"Os perfis de cimentação ainda não mostram a perfeita aderência do cimento ao poço. Quer dizer que o abandono do poço ainda não está completo", disse a diretora da ANP, Magda Chambriard.

"Ela concluiu o primeiro e o segundo tampão, mas nós ainda queremos ser convencidos de que estes tampões estão garantindo a plena cimentação do poço", acrescentou a diretora do órgão regulador, nesta sexta-feira, após solenidade de despedida do diretor-geral Haroldo Lima, que encerra o mandato no próximo domingo.

Magda evitou comentar se existe a possibilidade de um novo vazamento. Mas afirmou que o fechamento do poço deve garantir "que não está saindo óleo nem nunca mais vai sair".

"A gente trabalha com salvaguardas, então o que queremos saber é se as salvaguardas do abandono do poço são suficientes ou a gente vai precisar de salvaguardas adicionais", completou.

Existe a possibilidade, adiantou ela, de a ANP sugerir que a Chevron perfure um poço de alívio ao lado do que vazou, para reduzir a pressão do reservatório. A pressão além do que estimava a Chevron é uma das possíveis causas do vazamento ocorrido no começo do mês de novembro.

"O tampão ainda não garante 100 por cento da integridade do fechamento".

A diretora da ANP afirmou que foram identificadas dez infrações cometidas no caso do vazamento do campo de Frade. “Todas [as infrações estão] respaldadas tecnicamente e acompanhadas por técnicos da ANP”.

Magda destacou que, quando aconteceu o acidente no campo de Macondo, no Golfo do México, nos Estados Unidos, a agência reguladora foi muito questionada se estaria preparada para antecipar e até mesmo impedir que vazamentos e outros acidentes acontecessem em território brasileiro.

Além de frisar que a agência reguladora chegou a evitar que uma situação como a do acidente do Golfo do México acontecesse no país, está 'totalmente preparada' e atuando com rigor no caso do vazamento de óleo no poço de Frade.

Segundo Magda, os funcionários da ANP são altamente qualificados para atender às necessidades da sociedade. No entanto, aproveitou a presença do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para lembrar que a agência reguladora precisa de mais 152 servidores, que se fizeram necessários com a chegada de novas atribuições da agência.

“Precisamos mostrar à sociedade que estamos preparados para executar o que a sociedade confiou que a gente fizesse”, disse. Magda espera que o concurso público seja feito já em 2012.

Um laudo do Ibama, em conjunto com a Marinha, concluiu que o vazamento de óleo em Campos provocou dano ambiental grave.

(com informações da Reuters)

Autor(es): G1

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