Indústria de produtos químicos cresce no 1º trimestreOs volumes de produção, vendas internas e consumo aparente deprodutos químicos iniciaram o ano com resultados favoráveis, informa o RAC (Relatório de Acompanhamento Conjuntural) da Associação Brasileira daIndústria Química (ABIQUIM). No primeiro trimestre, a produção aumentou 11,65% em relação a igual período do ano anterior e as vendas internas cresceram 12,69% na mesma comparação.

Os dados de produção e vendas no período são os melhores da série histórica acompanhada pela entidade. O consumo aparente nacional teve umaumento de 6,9%, nos três primeiros meses do ano, em comparação ao mesmo período de 2011. Nos últimos 12 meses, o crescimento foi de 8,43%.

A ABIQUIM ressalta que esse comportamento deve-seà fraca base de comparação, principalmente pelo “apagão” de energia elétrica que atingiu o Nordeste do País em fevereiro de 2011 e afetou significativamente aprodução das empresas da região. Além disso, o aquecimento da demanda nomercado interno deve-se também ao melhor ambiente econômico e ao efeito da recomposição de estoques na cadeia. Houve, ainda, antecipação de compras em algumas cadeias, devido à alta dos preços no mercado internacional. No primeiro trimestre do ano, o índice de preços aumentou 4,59% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nos últimos 12 meses, o índice subiu 12,04%.

Área química cresceu 8,43% nos últimos 12 meses no Brasil

                                           Área química cresceu 8,43% nos últimos 12 meses no Brasil

Segundo a diretora técnica de Economia e Estatística da ABIQUIM, Fátima Giovanna, as inúmeras oportunidades que a elevação da demanda interna tem trazido ao País têm sido aproveitadas por fatias cada vez maiores de produtos importados. “De 2011 para cá, essa situação tem se agravado devida a diminuição da demanda mundial por produtos químicos, que tem gerado excedentes importantes, estímulos às importações que alguns estados concedem em detrimento da produção em estados vizinhos e o câmbio altamente favorável às importações.

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Destaque deve ser dado à questão do encarecimento dasmatérias-primas no mercado interno, especialmente o gás natural, enquanto em alguns países, como Estados Unidos, em decorrência do advento do shale gas, houve forte redução dos preços do gás natural, com retomada da produção e atração por novos investimentos. Uma preocupação crescente é a de que os investimentos, altamente competitivos no mercado americano, hoje vão se transformar em produtos para importações brasileiras, vindas dos EUA daqui a alguns meses, pressionando a já deficitária balança comercial de produtos químicos”, ressalta Giovanna.

A ABIQUIM avalia que as medidas anunciadas recentemente no âmbito do Plano Brasil Maior, bem como o lançamento dos Conselhos de Competitividade, demonstram a preocupação do Governo com a perda de competitividade da indústria. A entidade está confiante de que as discussões realizadas no âmbito dos Conselhos certamente se refletirão na adoção de medidas que deverão dar fôlego à indústria.

Autor(es): Assessoria de Imprensa da ABIQUIM
Associação Brasileira da Indústria Química

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