Alstom e T´Trans puxam setor metroferroviárioAs incertezas provocadas pela desaceleração da economia têm provocado a suspensão de projetos de várias empresas. Mas um setor ao menos mantém seus planos nos trilhos: o metroferroviário.

As perspectivas para os negócios são impulsionadas pela crescente demanda por transporte de passageiros e de cargas, a proximidade da Copa do Mundo de Futebol e dos Jogos Olímpicos. "Estamos em uma crescente forte. Com a demanda aumentando em ritmo acelerado, temos de investir rapidamente também", diz Marco Contin, vice-presidente da Alstom para o norte da América Latina e diretor geral do setor de transporte no Brasil.

Na fábrica da Alstom no Brasil, tudo caminha como o previsto. Entre os projetos em andamento estão a reforma dos vagões da linha vermelha do metrô de São Paulo, da CPTM, além do VLT Porto Maravilha no Rio de Janeiro, que deverá funcionar até 2016. Os valores envolvidos, porém, são mantidos em sigilo.

No período fiscal de abril de 2011 a março deste ano, a companhia faturou R$ 2,6 bilhões no país e registrou R$ 2 bilhões em pedidos, incluindo o setor ferroviário.

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"Estamos de olho em Salvador, Belo Horizonte, Curitiba e Goiânia, cidades que investirão na expansão da malha metroferroviária nos próximos anos", explica Contin.

Além disso, a companhia está finalizando a construção de uma fábrica na Índia, onde serão produzidos 42 vagões para o transporte daquele país.

De acordo com Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), entre 2003 e 2011, a indústria investiu R$ 1,2 bilhão em infraestrutura e deve investir R$200 milhões neste ano.

As concessionárias privadas, que operam linhas de metrô, trens urbanos e de carga devem investir outros R$ 5,3 bilhões, ante R$ 4,6 bilhões em 2011. O faturamento da indústria deve chegar a R$ 4,7 bilhões.

A Iesa, que em 2010 firmou parceria com a japonesa Itachi para a construção de monotrilho e trem bala, é outra que corrobora o otimismo. "Estamos aguardando a primeira licitação para apresentar projeto", afirma João Batista Leal, vice-presidente de Engenharia da empresa.

A fábrica da Hitachi no Brasil está em fase final de construção na mesma área onde está a sede da Iesa, em Araraquara(SP).

Quem também segue o mesmo caminho é a T'Trans, que fornece sistemas e tecnologia para trens, como ar condicionado e sistemas eletrônicos de bilhetagem para os metrôs das principais capitais. "Esperamos crescer 30% em 2012", diz Paulo Munk Machado, diretor adjunto da companhia.

Copersucar

Na outra ponta, puxada pela Copersucar empresas têm feito robustos investimentos. Em março, a empresa inaugurou o terminal para carregamento de açúcar em Ribeirão Preto (SP), com destino ao porto de Santos.

A obra faz parte do aporte de R$ 2 bilhões em logística até 2015. A companhia quer transportar 10 milhões de toneladas de açúcar por ano.

O modal ferroviário responde por 50% do transporte a granel, "e a meta da Copersucar é fazê-lo chegar a 70% dentro do atual plano de investimentos"" afirma Paulo Roberto de Souza, presidente da companhia.

Autor(es): Da Redação

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