Nesta segunda-feira (10/12), a Abiquim - Associação Brasileira da Indústria Química, apresentou o cenário atual do setor e as perspectivas para 2013. O balanço, divulgado pelo vice-presidente do Conselho Diretor da Abiquim, Marcos De Marchi, revelou que a indústria deve encerrar o ano com o déficit comercial de US$ 28,1 bilhões. De acordo com os dados da entidade, o faturamento da indústria química no ano foi de US$ 153 bilhões. No entanto, o balanço é negativo: as exportações caíram para US$ 15,1 bilhões, enquanto que as importações subiram para US$ 43,1 bilhões. Para combater esse déficit comercial e o risco de desindustrialização estão programados investimentos de US$ 22 bilhões até 2016.

Segundo De Marchi, a insuficiência da competitividade tem sido um dos principais fatores dos números atuais da indústria química brasileira. Porém, o executivo salientou que “as demandas do setor, acordadas com o Conselho de Competitividade do Plano Brasil Maior, estão mais atuais e necessárias do que nunca, o que leva ao restabelecimento da competitividade e atração de investimentos”.

O presidente do Conselho Diretor da Abiquim, Henri Slezynger, declarou que 2012 foi um ano difícil para a economia mundial e também para a indústria química, prejudicada principalmente pelo câmbio valorizado. “Não podemos continuar assistindo o crescimento contínuo do déficit comercial do setor químico, que vem desde 2001, e atingirá uma cifra de aproximadamente US$ 50 bilhões se não forem tomadas medidas estruturais”, destacou.

Durante o evento, representantes de entidades da cadeia produtiva de consumidores finais de produtos químicos - o presidente da ABIA (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação), Edmundo Klotz, o diretor superintendente da ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção), Fernando Pimentel, o assessor econômico da ABINEE (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), Carlos Cavalcanti, o presidente executivo da ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), Walter Cover, e o vice-presidente da ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Luiz Moan Yabiku Júnior - discutiram os desafios de cada setor, as tecnologias e inovações da química que contribuem para seu desenvolvimento, além das oportunidades futuras que reforçam a parceria com a indústria química.

O ex-ministro Delfim Netto destacou a importância da parceria entre indústria e governo para o bom desempenho da economia mundial e brasileira. “O governo acha os senhores muito ruins e os senhores acham o governo muito ruim. Nenhum dos dois tem razão. A confiança é a roda dentada que faz o Estado e o setor privado trabalharem juntos, para produzir o desenvolvimento”, disse.

O diretor de abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, apresentou o planejamento estratégico da empresa para os próximos anos. “O plano está fortemente alicerçado na análise de desempenho, ou seja, metas físicas e financeiras para cada empreendimento, disciplina de capital, garantia de que os negócios estejam alinhados a financiabilidade, além de buscar o óleo que está disponível”, afirmou Cosenza. Ainda de acordo com o diretor, atualmente, a produção de petróleo é de 2 milhões de barris/dia, e para 2020 a estimativa é de 4,2 milhões de barris/dia.

Sobre a ABIQUIM:

A Associação Brasileira da Indústria Química – ABIQUIM ­– fundada em 1964 reúne as indústrias químicas de grande, médio e pequeno porte, bem como prestadores de serviços ao setor nas áreas de logística, transporte, gerenciamento de resíduos e atendimento a emergências. A entidade representa o setor nas negociações de acordos internacionais relacionados a produtos químicos. A ABIQUIM é responsável pela coordenação, em nível nacional, do Programa Atuação Responsável® e pela operação do Pró-Química®, além de administrar o CB 10 - Comitê Brasileiro de Normas Técnicas, da ABNT, para a área química.

Autor(es): Assessoria de Imprensa

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