Cenário positivo para a siderurgia

A meta de 50 milhões de toneladas anuais de aço, até 2010, deverá ser cumprida mesmo se não forem confirmados na plenitude os investimentos de US$ 13 bilhões anunciados pelas siderúrgicas brasileiras. O prognóstico otimista foi apresentado pelo presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Luiz André Rico Vicente, durante o 60º Congresso Anual da Associação Brasileira de Metalurgia e Materiais (ABM), realizado de 25 a 28 de julho, em Belo Horizonte.

Do total a serem investidos, US$ 2,8 bilhões já estão sendo aplicados; outros US$ 1,3 bilhões estão em fase de engenharia e US$ 8,4 bi estão em processo de decisão pelas empresas, dependendo do comportamento da economia interna. “Mesmo que esse valor não seja aplicado na sua totalidade, a meta de 50 milhões de toneladas deverá ser alcançada com a entrada em operação de algumas das quatro novas usinas projetadas pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD)”, afirmou Rico Vicente, que também é vice-presidente da Gerdau Açominas, empresa anfitriã do congresso.

O executivo também é otimista em relação à siderurgia mundial nos próximos cinco anos. Segundo ele, a estimativa é que haja um crescimento médio de 4% ao ano, pois a demanda por aço ainda será grande. “Nos países desenvolvidos, o crescimento deve se situar na faixa de 2% ao ano, nas regiões em desenvolvimento, em 5% e, na China, em 6%”, afirmou ele.

Em sua palestra, Rico Vicente definiu cinco questões que poderão impactar no setor nos próximos anos. O primeiro deles é o “fenômeno China”, país que registrou crescimento anual médio de 20,9% entre 200 a 2004. “Apesar do governo chinês querer limitar o crescimento do PIB em 2% ao ano, estudos apontam que ficará em torno de 6 a 7%”, reafirmou.

As outras questões são o acelerado processo de consolidação e internacionalização do setor; os projeto de expansão da capacidade produtiva; o aumento da produção de semi-acabados em países que oferecem vantagens comparativas; e a concentração de fornecedores de matérias-primas, “mais em relação ao minério de ferro do que ao carvão metalúrgico”.

Com relação ao processo de consolidação da siderurgia, Luiz André acredita ser um fato irreversível e fundamental para o setor nacional progredir e ter competitividade internacional. “Esse processo permite mais flexibilidade de produção e maior poder de negociação com fornecedores”.

Estudos do Instituto Internacional de Ferro e Aço (IISI) apresentados por Rico Vicente apontam que por volta de 2010 ou 2012 dois grandes grupos estarão produzindo 100 milhões de toneladas ao ano e quatro, 50 milhões de toneladas ao ano. Hoje, apenas duas empresas produzem mais de 50 milhões toneladas ao ano.

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